Durante grande parte do século XX, relatar uma experiência de quase-morte era, para a maioria das pessoas, um ato de coragem silenciosa. Médicos desconversavam. Familiares ficavam desconfortáveis. A ciência, de modo geral, ignorava. Foi necessária uma geração inteira de investigadores dispostos a assumir riscos profissionais consideráveis para que as EQMs saíssem das margens da anedota clínica e entrassem — ainda que com resistência — no debate científico sério.
Este artigo apresenta os principais pesquisadores que moldaram esse campo: quem são, o que investigaram e por que suas contribuições continuam relevantes. Não se trata de hagiografia. Vários deles têm posições teóricas divergentes entre si, e os debates que travam são parte essencial do avanço do conhecimento.
Visão Geral dos Principais Pesquisadores
| Pesquisador | País | Instituição | Contribuição Principal | Obra de Referência |
|---|---|---|---|---|
| Raymond Moody | EUA | Independente | Cunhou o termo “near-death experience” e sistematizou os primeiros 150 casos | Life After Life (1975) |
| Kenneth Ring | EUA | Universidade de Connecticut | Primeiro estudo prospectivo com 102 casos; fundou a IANDS e o Journal of Near-Death Studies | Life at Death (1980) |
| Bruce Greyson | EUA | Universidade de Virginia | Criou a Escala de Greyson (1983), padrão internacional de mensuração de EQMs | After (2021) |
| Pim van Lommel | Holanda | Hospital Rijnstate | Estudo prospectivo com 344 pacientes publicado no The Lancet (2001) | Consciousness Beyond Life (2007) |
| Sam Parnia | Reino Unido / EUA | NYU Langone Health | Projeto AWARE — primeiro estudo controlado de percepções verificáveis durante parada cardíaca | Erasing Death (2013) |
| Peter Fenwick | Reino Unido | Instituto de Psiquiatria de Londres | Pesquisa sobre experiências de morte lúcida e fenômenos no leito de morte | The Truth in the Light (1995) |
| Michael Sabom | EUA | Independente (cardiologista) | Verificação clínica de percepções durante ressuscitação; documentou o caso Pam Reynolds | Recollections of Death (1982) |
| Ian Stevenson | Canadá / EUA | Universidade de Virginia | Fundou a Division of Perceptual Studies, base institucional da pesquisa de EQMs | Twenty Cases Suggestive of Reincarnation (1966) |
Raymond Moody — O Homem que Nomeou o Fenômeno

Qualquer história das EQMs começa com Raymond Moody. Nascido em 1944 na Geórgia, Moody era estudante de filosofia quando ouviu pela primeira vez, em 1965, o relato do psiquiatra George Ritchie sobre uma experiência que tivera durante uma parada cardíaca na Segunda Guerra Mundial. O relato o perturbou de um modo que a filosofia acadêmica da época não sabia manejar.
Moody passou a coletar sistematicamente relatos semelhantes ao longo de sua formação em medicina e psiquiatria. Em 1975, publicou Life After Life, compilando 150 casos de pessoas que haviam sido declaradas clinicamente mortas e posteriormente reanimadas — ou que chegaram muito perto disso. O livro foi um fenômeno editorial. Mais importante: foi Moody quem cunhou o termo near-death experience, que se tornaria o vocabulário padrão do campo.
A contribuição de Moody não foi metodológica — ele mesmo reconhecia as limitações de uma coletânea de relatos sem controle científico rigoroso. Sua contribuição foi nomear e sistematizar um fenômeno que existia há séculos na experiência humana mas nunca havia recebido atenção acadêmica organizada. Ao fazê-lo, abriu espaço para que outros pesquisadores com ferramentas mais robustas pudessem avançar.
Moody continua ativo intelectualmente, tendo publicado trabalhos mais recentes sobre shared death experiences — relatos de pessoas que, sem estar em perigo de vida, descrevem ter acompanhado parcialmente a experiência de um familiar moribundo. É um território ainda mais especulativo, mas coerente com a trajetória de alguém que nunca recuou diante da estranheza.
Kenneth Ring — O Fundador da Ciência das EQMs

Se Moody abriu a porta, Kenneth Ring construiu a casa. Professor de psicologia da Universidade de Connecticut, Ring foi o primeiro pesquisador a aplicar metodologia científica sistemática ao estudo das EQMs. Em 1977, dois anos após a publicação de Moody, Ring iniciou um estudo prospectivo com 102 sobreviventes de situações de quase-morte, usando entrevistas estruturadas e critérios de inclusão definidos previamente.
Os resultados foram publicados em 1980 em Life at Death: A Scientific Investigation of the Near-Death Experience. Ring identificou uma estrutura consistente nas EQMs — paz profunda, sensação de saída do corpo, entrada em uma escuridão ou túnel, encontro com uma luz, revisão de vida, e retorno — e demonstrou que essa estrutura se mantinha independentemente das crenças religiosas, do método de quase-morte ou do nível de crença prévia no fenômeno.
Ring também fundou, em 1978, a International Association for Near-Death Studies (IANDS), a primeira organização acadêmica dedicada ao campo, e o periódico Journal of Near-Death Studies, que permanece a principal publicação científica da área.
Seu trabalho posterior expandiu-se para os efeitos das EQMs sobre os sobreviventes — mudanças de personalidade, redução do medo da morte, aumento de comportamentos altruístas — e para as experiências análogas em pessoas cegas de nascimento, tema que explorou com Sharon Cooper no livro Mindsight (1999). Esses casos, em que indivíduos sem capacidade visual reportam percepções visuais durante EQMs, permanecem entre os mais desafiadores para explicações convencionais.
Bruce Greyson — O Rigor que o Campo Precisava

Bruce Greyson é, provavelmente, o pesquisador que mais contribuiu para a credibilidade científica das EQMs nas últimas quatro décadas. Professor emérito de psiquiatria da Universidade de Virginia e ex-diretor da Division of Perceptual Studies — o laboratório fundado por Ian Stevenson para pesquisa de fenômenos anômalos —, Greyson combina ceticismo metodológico rigoroso com abertura genuína ao fenômeno.
Sua contribuição mais duradoura é a Escala de Greyson, desenvolvida em 1983 e publicada no Journal of Nervous and Mental Disease. O instrumento consiste em 16 itens distribuídos em quatro domínios — cognitivo, afetivo, paranormal e transcendente — e permite quantificar a profundidade de uma EQM de forma reproduzível. A escala tornou-se o padrão do campo e é usada até hoje em estudos clínicos ao redor do mundo.
Greyson passou décadas coletando e analisando casos em contextos hospitalares, com atenção especial a elementos que resistem a explicações puramente neurofisiológicas: percepções verificáveis durante estados de inconsciência, experiências em pacientes com atividade cerebral mínima ou ausente, e a consistência estrutural das EQMs através de culturas radicalmente diferentes.
Em 2021, publicou After: A Doctor Explores What Near-Death Experiences Reveal about Life and Beyond, um livro destinado ao público geral que resume cinco décadas de pesquisa com a sobriedade de quem nunca precisou vender certezas para ser levado a sério. A posição de Greyson é clara: as EQMs são fenômenos reais com efeitos mensuráveis sobre os sobreviventes, e as explicações disponíveis — sejam elas materialistas ou dualistas — são insuficientes para dar conta de todos os dados.
Pim van Lommel — O Estudo que Mudou o Debate

Em 2001, o cardiologista holandês Pim van Lommel publicou na revista The Lancet o que permanece até hoje o estudo prospectivo mais rigoroso sobre EQMs já realizado. Durante dez anos, van Lommel e sua equipe acompanharam 344 pacientes reanimados após parada cardíaca em dez hospitais holandeses. De todos os critérios científicos que um estudo dessa natureza poderia atender, esse atendeu a maioria: amostra grande, método prospectivo, grupo controle, e entrevistas conduzidas por pesquisadores que desconheciam as histórias individuais dos pacientes.
Os resultados foram surpreendentes mesmo para os envolvidos: 18% dos pacientes relataram EQMs com alguma profundidade, e 12% relataram experiências profundas segundo a Escala de Greyson. Mais significativo ainda: a presença ou ausência de EQM não foi associada à duração da parada cardíaca, ao nível de medicação, ao medo da morte ou a fatores psicológicos identificáveis. Pessoas com perfis clínicos idênticos tiveram experiências radicalmente diferentes — ou nenhuma.
Van Lommel concluiu que as EQMs não podiam ser reduzidas a artefatos da hipóxia cerebral ou a estados alterados de consciência induzidos por fatores fisiológicos mensuráveis. Esse não é um argumento sobrenatural — é um argumento científico: os dados disponíveis não suportam as hipóteses reducionistas mais populares.
Em 2007, publicou Consciousness Beyond Life, onde desenvolve uma teoria da consciência como fenômeno não-local — influenciado pela física quântica, pelo trabalho de David Bohm e pela neurociência da memória. É território especulativo, e van Lommel é o primeiro a admiti-lo. Mas sua especulação parte de dados sólidos, o que a distingue da maioria das teorias alternativas sobre consciência.
Sam Parnia — A Fronteira da Ressuscitação

Sam Parnia chegou às EQMs pela porta da medicina de emergência. Médico britânico especializado em ressuscitação cardiopulmonar, Parnia tornou-se uma das vozes mais proeminentes na interseção entre ciência da ressuscitação e pesquisa de EQMs — não porque seja um entusiasta do fenômeno, mas porque as perguntas que ele levanta são centrais para entender o que acontece com a consciência durante a parada cardíaca.
Seu projeto mais ambicioso foi o estudo AWARE (AWAreness during REsuscitation), conduzido entre 2008 e 2012 em quinze hospitais do Reino Unido, Estados Unidos e Áustria. O desenho do estudo era elegante: imagens ocultas foram posicionadas em prateleiras altas nas UTIs — visíveis apenas de uma perspectiva aérea — para testar se pacientes que relatassem experiências fora do corpo durante ressuscitações conseguiriam descrever o que estava representado nessas imagens.
Os resultados foram publicados em 2014 no Resuscitation. De 2.060 eventos cardíacos, 330 pacientes sobreviveram e foram entrevistados. 140 relataram alguma percepção durante a ressuscitação. Um único caso — amplamente documentado — apresentou descrições verificáveis e precisas de eventos ocorridos durante um período de parada cardíaca confirmada, incluindo sons e atividades da equipe médica. As imagens ocultas não foram identificadas por nenhum paciente, mas Parnia argumentou que a taxa de sobrevivência e as condições de teste tornaram o experimento inconclusivo em vez de negativo.
Parnia lançou em 2023 o estudo AWARE II com metodologia aprimorada. Sua posição pública é a de um cientista que considera a questão genuinamente aberta: a consciência durante parada cardíaca é um fenômeno real que a medicina ainda não sabe explicar, e investigá-lo tem implicações diretas para a prática da ressuscitação.
Peter Fenwick — O Neuropsiquiatra que Não Recuou

Peter Fenwick é uma figura singular na história da pesquisa de EQMs: um neuropsiquiatra britânico de formação estritamente convencional — Fellow do Royal College of Psychiatrists, pesquisador do Instituto de Psiquiatria de Londres — que, depois de décadas estudando o cérebro, chegou à conclusão de que a neurociência convencional não é suficiente para explicar o que acontece nas EQMs.
Fenwick começou a estudar o fenômeno na década de 1980, após receber centenas de cartas de pessoas que haviam tido EQMs e não encontravam onde falar sobre isso. Junto com sua esposa Elizabeth, conduziu um dos primeiros estudos sistemáticos de EQMs no Reino Unido, publicado em The Truth in the Light (1995), baseado em mais de 300 casos.
Sua contribuição mais distintiva foi no estudo das experiências de morte lúcida — o que acontece nos momentos finais da vida de pacientes que não estão em parada cardíaca, mas em processo gradual de morte. Fenwick documentou casos de clareza cognitiva inesperada em pacientes terminais, visões de figuras falecidas, e o fenômeno das deathbed coincidences — relatos de familiares que descrevem percepções anômalas no momento exato da morte de um ente querido, mesmo sem estarem presentes fisicamente.
Aos oitenta e poucos anos, Fenwick continua argumentando que a consciência no momento da morte é uma das questões mais importantes que a ciência pode investigar — e uma das mais negligenciadas.
Michael Sabom — O Cardiologista Cético que Mudou de Ideia

Michael Sabom chegou às EQMs como cético declarado. Cardiologista em Atlanta, Sabom leu o livro de Moody em 1976 e decidiu investigar se seus próprios pacientes relatariam experiências semelhantes — esperando não encontrar nada além de fantasias de pessoas traumatizadas.
O que encontrou mudou sua trajetória. Ao entrevistar sistematicamente pacientes reanimados de parada cardíaca, Sabom coletou 116 casos de EQMs e, mais importante, focou em um subgrupo que relatava ter observado sua própria ressuscitação de uma perspectiva exterior. Ele pediu a esses pacientes que descrevessem em detalhes o que viam durante a ressuscitação — e então comparou as descrições com o que realmente havia acontecido na sala.
As descrições eram precisas. Pacientes descreviam corretamente posições de equipamentos, ações específicas da equipe médica, detalhes dos monitores — informações que não poderiam ter obtido por meios convencionais, dado que estavam inconscientes ou em parada cardíaca no momento. Sabom publicou esses resultados em Recollections of Death: A Medical Investigation (1982), um dos primeiros trabalhos de verificação clínica no campo.
Um de seus casos mais documentados é o de Pam Reynolds, uma musicista que, em 1991, passou por uma cirurgia de aneurisma cerebral de altíssimo risco — com o cérebro clinicamente inativo e o sangue drenado da cabeça — e relatou percepções detalhadas e verificáveis durante o procedimento. Sabom documentou o caso exaustivamente, tornando-o um dos mais estudados na literatura sobre EQMs.
Ian Stevenson — A Raiz Comum

Ian Stevenson não é, estritamente, um pesquisador de EQMs. Mas qualquer panorama honesto do campo precisa mencioná-lo, porque foi ele quem criou, na Universidade de Virginia, a infraestrutura acadêmica que tornou possível muito do que veio depois.
Stevenson foi um psiquiatra canadense que dedicou sua carreira ao estudo de casos de crianças que relatavam memórias de vidas anteriores — um território ainda mais marginalizado do que as EQMs. Ao fazê-lo com rigor metodológico incomum para a época, Stevenson estabeleceu a Division of Perceptual Studies como um laboratório de pesquisa sério dentro de uma universidade de primeira linha.
Foi sob o guarda-chuva institucional que Stevenson criou que Bruce Greyson desenvolveu grande parte de sua pesquisa sobre EQMs. A linhagem intelectual e institucional é direta: Stevenson abriu o espaço, Greyson o habitou e o expandiu. Hoje, a Division of Perceptual Studies continua sendo o único laboratório universitário dedicado à pesquisa de fenômenos como EQMs, experiências fora do corpo e casos sugestivos de reencarnação.
O Que Este Campo Ainda Não Sabe
Seria desonesto encerrar este artigo sem registrar o que permanece sem resposta. As EQMs são um fenômeno real no sentido de que ocorrem, têm estrutura reconhecível, e produzem efeitos mensuráveis sobre quem as vivencia. Mas a questão central — o que elas revelam sobre a natureza da consciência e sobre o que acontece após a morte — permanece em aberto.
As hipóteses neurofisiológicas convencionais (hipóxia, liberação de neurotransmissores, atividade do córtex temporal) explicam alguns aspectos das EQMs, mas não todos. As hipóteses dualistas e sobrenaturais explicam outros aspectos, mas carecem de mecanismos verificáveis. Nenhum dos pesquisadores descritos aqui — incluindo os mais inclinados a conclusões não-materialistas — afirma ter provado que a consciência sobrevive à morte.
O que eles afirmam, com razão, é que os dados disponíveis não permitem fechar a questão. E que uma ciência que se recusa a investigar porque o fenômeno é inconveniente não está sendo cética — está sendo dogmática.
Para aprofundar, leia sobre a Escala de Greyson e sobre o caso Pam Reynolds, dois dos pontos de entrada mais documentados nesta literatura.
Perguntas Frequentes sobre os Pesquisadores de EQM
Quem foi o primeiro pesquisador a estudar cientificamente as experiências de quase-morte?
Raymond Moody foi o primeiro a sistematizar e nomear o fenômeno, com a publicação de Life After Life em 1975. No entanto, o primeiro estudo com metodologia científica rigorosa — entrevistas estruturadas, critérios de inclusão definidos e análise estatística — foi conduzido por Kenneth Ring em 1977, publicado em 1980 como Life at Death.
O que é a Escala de Greyson e para que serve?
A Escala de Greyson é um instrumento de 16 itens desenvolvido pelo psiquiatra Bruce Greyson em 1983 para medir a profundidade de uma experiência de quase-morte. Ela avalia quatro domínios — cognitivo, afetivo, paranormal e transcendente — e permite comparar experiências entre diferentes estudos de forma padronizada. É o instrumento mais utilizado na pesquisa científica de EQMs até hoje.
Qual foi o maior estudo científico já realizado sobre experiências de quase-morte?
O maior estudo prospectivo sobre EQMs foi conduzido pelo cardiologista holandês Pim van Lommel e publicado na revista The Lancet em 2001. O estudo acompanhou 344 pacientes reanimados após parada cardíaca em dez hospitais holandeses ao longo de dez anos. 18% relataram alguma experiência de quase-morte e 12% relataram experiências profundas segundo a Escala de Greyson.
O que foi o estudo AWARE de Sam Parnia?
O estudo AWARE (AWAreness during REsuscitation) foi conduzido entre 2008 e 2012 em 15 hospitais do Reino Unido, EUA e Áustria pelo médico Sam Parnia. O objetivo era verificar se pacientes reanimados conseguiam descrever imagens ocultas posicionadas em prateleiras altas nas UTIs — visíveis apenas de uma perspectiva aérea. De 2.060 eventos cardíacos, 330 pacientes sobreviveram para ser entrevistados. Um caso apresentou descrições verificáveis e precisas de eventos ocorridos durante parada cardíaca confirmada. Os resultados foram publicados no periódico Resuscitation em 2014.
As experiências de quase-morte provam que existe vida após a morte?
Nenhum pesquisador sério do campo afirma que as EQMs provam a existência de vida após a morte. O que os dados mostram é que as EQMs são fenômenos reais com estrutura consistente e efeitos mensuráveis sobre os sobreviventes, e que as explicações neurofisiológicas convencionais — como hipóxia ou liberação de neurotransmissores — não são suficientes para dar conta de todos os casos documentados. A questão permanece cientificamente aberta.
Existe alguma instituição universitária dedicada à pesquisa de EQMs?
Sim. A Division of Perceptual Studies (DOPS), na Universidade de Virginia, é o único laboratório universitário do mundo dedicado à pesquisa científica de fenômenos como experiências de quase-morte, experiências fora do corpo e casos sugestivos de reencarnação. Foi fundada pelo psiquiatra Ian Stevenson e atualmente é dirigida por pesquisadores como Bruce Greyson e Jim Tucker.